quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Candidatos recebem Carta Aberta e assinam Termo de Compromisso



A agenda de compromissos dos prefeituráveis da Capital foi diferenciada na tarde desta terça-feira, 25. O compromisso desta vez foi com a sociedade civil organizada, que apresentou aos candidatos “Carta Aberta” com uma “Plataforma Ambiental para Prefeitura de Palmas”. Na oportunidade, além de conhecer um pouco mais sobre o documento, os candidatos ainda assinaram “Termo de Compromisso” se comprometendo a criar e fortalecer fóruns deliberativos permanentes de meio ambiente, resíduos sólidos, cultura, mobilidade urbana, saúde, juventude e demais temas de interesse da sociedade.  O evento ocorreu na sede da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Centro-Norte (Ascampa) em Palmas. 

O documento foi assinado e recebeu o apoio de dez movimentos sociais:Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins/ Rede de Juventude pelo Meio Ambiente da Amazônia; Casa 8 de Março – Organização Feminista do Tocantins; Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; Coletivo Teatral Três Marias; Fórum Lixo e Cidadania do Estado Tocantins (FELC); Associação de Catadores e Catadora de Materiais Recicláveis da Região Norte de Palmas (Ascampa); Instituto de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e Meio Ambiente (IDPDHMA); Central Única das Favelas (CUFA TO) e Associação Tocantinense de Preservação Ambiental e  Valorização da Vida (Eco Terra).

Estiveram presentes ao evento os candidatos a prefeitos de PalmasAbelardo Gomes Ferreira Carneiro (PSOL), Adail Pereira Carvalho (PSDC), Carlos Enrique Franco Amastha (PP), Fábio Paulino Ribeiro (PTdoB), Luciano de Castro Teixeira (PRP). O candidato Marcelo Lelis(PV) mandou represente e a candidata Luana Ribeiro (PR) não compareceu.

Nara Moura – Membro Articuladora do Coletivo Jovem de Meio Ambiente (CJ/TO)
Fotos: Nara Moura


Leia Carta Aberta

PLATAFORMA AMBIENTAL À PREFEITURA DE PALMAS

Ao candidato (nomear uma carta para cada um dos candidatos),

Há muito tempo entidades não-governamentais vem alertando gestores e legisladores quanto às ações, programas e projetos que devem ser implementados neste país como forma de mitigar os impactos ambientais e preservar nossos recursos naturais e garantir assim, uma vida mais sadia às populações.

Desta forma, nós, representantes da sociedade civil organizada, em Palmas, abaixo assinados, construímos este documento, baseado na Plataforma Ambiental aos Municípios, elaborada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com o objetivo de que a senhora possa se comprometer e garantir que atuarão na construção de uma cidade mais democrática e sustentável.

Nossa esperança é termos uma política na qual a democracia participativa não seja apenas mais um adjetivo para legitimar a manutenção de uma sociedade sem participação ativa. Uma política em que o interesse do povo prevaleça sobre os interesses individuais. Portanto, queremos o seu compromisso com os apontamentos apresentados nesta plataforma.

Política Ambiental
- Criar, implementar e fortalecer o Sistema Municipal de Meio Ambiente - SMMA para operacionalizar e efetivamente desenvolver mecanismos sustentáveis;

- Fortalecer o Conselho Municipal de Meio Ambiente – CMMA, órgão deliberativo, consultivo e normativo, na finalidade de assessoramento do Poder Executivo, integrante do Sistema Municipal de Meio Ambiente; no âmbito de sua competência, com caráter paritário entre poder público e sociedade civil;

- Aperfeiçoar as estruturas administrativas para implantação de gestão ambiental por programas, intersetorial e, gradativamente, estabelecer um processo efetivo e eficaz de educação, gestão, licenciamento e fiscalização ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local, de forma compartilhada com os demais níveis de governo;

- Certificar na Lei Orgânica do Município a previsão da Política Municipal de Meio Ambiente, os princípios norteadores e objetivos, além dos instrumentos legais de aplicação: das Leis do Plano Diretor, do Uso e Ocupação do Solo Urbano, de Parcelamento do Solo Urbano de Proteção ao Patrimônio Histórico, Cultural e Paisagístico e de Proteção ao Meio Ambiente;

- Regulamentar a Política Ambiental Municipal e seus instrumentos, previstos em Lei Orgânica Municipal – LOM, especialmente aqueles previstos no Capítulo de Meio Ambiente da Constituição Federal;

- Buscar a compatibilização entre as políticas públicas, por meio de ações que tratem o meio ambiente como tema transversal; a cooperação e a integração com as outras esferas governamentais - Estado e União -, fortalecendo o Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e os colegiados que os integram;

- Prever recursos no Orçamento Municipal para a implementação do Plano Municipal de Meio Ambiente e de programas, projetos e atividades na área ambiental;

- Criar condições e critérios para a implementação de compras públicas sustentáveis;

Agenda da Cidadania
- Incentivar e promover a mobilização social e a gestão democrática nas ações do governo local para o desenvolvimento sustentável, com o uso adequado dos recursos naturais, garantindo o acesso à informação e transparência na gestão ambiental;

- Criar o Fórum da Agenda 21 de Palmas e promover sua discussão e implantação, a partir das diretrizes e objetivos propostos pela Agenda 21 Brasileira, envolvendo o governo local – Executivo, Legislativo -, o setor privado e as organizações da sociedade civil;

- Utilizar a Educação Ambiental como instrumento de política ambiental local e promovê-la em todos os níveis de ensino municipal. Consta no artigo 10 da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA - Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999), a Educação Ambiental (EA) deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino. A Educação Ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino. De acordo com o artigo 11 do PNEA, a dimensão deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas. Só assim a EA poderá obter êxito em meio à sociedade que queremos.

- Implantação de programa municipal de Educação Ambiental formal e informal. Para formar um cidadão consciente e sensibilizado para as questões ambientais que afetam a sociedade de forma sistêmica. Documentos como a Carta da Terra e a Agenda 21 devem ser trabalhados em todas as faixas etárias e classes sociais para que construamos, juntos, uma ética comum para com o ambiente e nossa mãe Terra;

- Ampliar a capacitação de multiplicadores, envolvendo educadores formais e informais, por meio das Secretarias Municipais de Educação e Meio Ambiente;

- Utilizar os mecanismos de participação popular, previstos na LOM, na regulamentação de instrumentos sobre as questões ambientais, na aprovação de leis que afetem, direta ou indiretamente, o meio ambiente, ou na análise de obras e atividades que resultem em significativa degradação ou impacto ambiental negativo;

- Criar um Sistema de Informações Ambientais e inserir o Município em Redes de Informação, que propiciem a troca de experiências para a gestão ambiental, garantindo a democratização das informações ambientais, como um dos objetivos fundamentais da Educação Ambiental.

Preservação
- Definir estratégias e políticas de conservação para o meio ambiente, destacando a proteção, recuperação e conservação dos recursos hídricos, no âmbito municipal e intermunicipal;

- Estimular a conservação e a recuperação de nascentes e das áreas de preservação permanente das margens de rios e córregos municipais, por meio de políticas públicas positivas e da gestão participativa;

Agenda Compartilhada
- Apoiar a criação e implantação de Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN);

- Promover, no âmbito de suas competências, programas e ações capazes de efetivar a adesão do município aos esforços de mitigação no atual quadro de mudanças climáticas, visando à redução do consumo de energia elétrica e de emissões de gases geradores do efeito estufa.

Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo Urbano
- Propor políticas públicas associadas para a geração de emprego e renda, habitação, parcelamento do solo urbano e proteção aos mananciais, que evitem a ocupação irregular e clandestina nas áreas urbana e de expansão urbana;

- Propor adequados sistemas de drenagem das águas pluviais, compatibilizando - os com outros sistemas voltados ao saneamento básico;

- Fiscalizar e Monitorar as Áreas de Preservação Permanente (APP) em área urbana e de expansão urbana.

Áreas Verdes
- Propor uma política de criação e preservação das áreas verdes (mínimo de 12 metros quadrados de área verde por habitante, como recomendado pela ONU) e de espaços culturais e de lazer, com incentivo a parcerias com as ONGs e a iniciativa privada;

- Desenvolver projetos de arborização urbana e de recuperação de mata ciliar e de áreas degradadas;

Resíduos Sólidos
- Promover um gerenciamento integrado dos resíduos sólidos;

- Promover e implantar um sistema de coleta seletiva de lixo no município, com estímulo e apoio às cooperativas e associações de catadores e de processamento de resíduos, incorporando-os em todos os programas;

- Fortalecimento e estruturação das cooperativas de catadores de material reciclável. Os catadores de material reciclável são importantes atores na preservação ambiental. Ao recolherem o lixo de terrenos nas ruas baldios, eliminam focos de doenças como a dengue, reduzem os gastos públicos com a operação dos lixões e preservam os recursos naturais do planeta;

- Propor programas e projetos, que eliminem os “lixões” e depósitos de inertes, recuperando as áreas degradadas e implementando a gestão dos resíduos sólidos e aumentar a fiscalização;

- Implementar programas intersetoriais – geração de emprego e renda, educação ambiental, eliminação de vetores, disposição adequada de resíduos hospitalares e ambulatoriais;

- Implementar políticas de incentivo à reutilização e à reciclagem, e para a instalação de empresas recicladoras, no município;

- Propor e implantar programas de Educação Ambiental, visando ao consumo sustentável, à reutilização e à reciclagem de materiais;

- Incentivar o setor privado a criar postos de coleta de lixo reciclável e outros que necessitem de procedimentos especiais ou diferenciados como pilhas, baterias, óleo e pneus, com o objetivo de evitar a contaminação de mananciais, solo e ar;

- Fiscalizar a utilização de caçambas para entulhos, planejando as estações de recolhimento para os resíduos da construção civil;

- Construção participativa de Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos. O prazo para entrega do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos expirou no dia 02 de agosto de 2012. A não entrega do Plano acarreta em grandes prejuízos para a nossa Capital, que não receberá recursos federais para gestão de resíduos sólidos através do Plano;

- Implantação da coleta seletiva em todo o município e instalação de pontos públicos de coleta seletiva em Palmas;

Agricultura Sustentável
- Fiscalizar e Monitorar as Áreas de Preservação Permanente (APP), em conjunto com os órgãos estaduais e federais, com os proprietários rurais e comunidade, para a preservação e recuperação da mata ciliar, topos de morros, áreas com mais de 45% de declividade, nascentes, entre outras;

- Promover uma política de orientação à produção agrícola orgânica, na organização do abastecimento alimentar, com redução gradativa do uso de agrotóxicos, sem comprometimento da saúde ambiental, pública e ocupacional - AGROTÓXICO;

- Promover cursos de orientação aos agricultores para substituição do uso de agrotóxicos na agricultura;

- Promover a capacitação dos agricultores, de cooperativas para o manejo sustentável das propriedades, para o conhecimento da legislação ambiental, e incentivar a sua inserção em Programas de Certificação.

- Promover a regularização das áreas de Reserva Legal nas propriedades rurais, previstas no Código Florestal.

Transporte
- Implantar ciclovias, ligando os extremos do Plano Diretor. As atuais ciclovias da cidade são ruins, com péssima localização e não permitem o fluxo do ciclista que é obrigado a perder muito tempo nas rotatórias das quadras. Propomos a utilização do canteiro central da Av. Teotônio Segurado, por sinal muito mal aproveitado, já que quase não há árvores plantadas ali;
           
- Extinguir o monopólio do transporte público. O contrato de transporte público municipal não deve obedecer a monopólio algum. Solicitamos que seja priorizada a excelência no atendimento ao usuário, à qualidade dos veículos utilizados para o transporte do cidadão e também dos pontos de ônibus na hora de conceder licença para operação do nosso sistema de transporte público.

- Implantar um Programa de educação no trânsito nas Escolas de trânsito e Rede Municipal de Ensino. Palmas é um retrato típico do trânsito brasileiro. Avenidas largas, muitas vagas de estacionamento gratuito e rotatórias em todas as quadras para o fluxo, ao menos o de veículos, não parar, deixam bem claro para quem, ou melhor, para o que a nossa cidade foi planejada: o automóvel.

- Implantar semáforos para pedestres em locais com alto fluxo de veículos, onde apenas as faixas de pedestres não são necessárias para que os motoristas parem;

Energia
- Promover a gestão eficiente da energia elétrica nos vários setores (centros de consumo) da Prefeitura – iluminação pública, prédios pertencentes à administração local e serviços de saneamento;

Habitação e qualidade ambiental
- Políticas de Habitação, com programas de regularização urbanística e fundiária;


É preciso pensar global, mas principalmente agir local.
Contamos com o seu comprometimento a respeito do que foi elencado nessa carta.

Palmas, 19 de agosto de 2012.

Abaixo Assinamos:
- Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins/ Rede de Juventude pelo Meio Ambiente da Amazônia
- Casa 8 de Março – Organização Feminista do Tocantins
- Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone
- Coletivo Teatral Três Marias
-Fórum Lixo e Cidadania do Estado Tocantins (FELC)
-Associação de Catadores e Catadora de Materiais Recicláveis da Região Norte de Palmas (ASCAMPA)
-Instituto de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e Meio Ambiente (IDPDHMA)
- Central Única das Favelas - CUFA TO
- Ecoterra – Associação Tocantinense de Preservação Ambiental e  Valorização da Vida



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Candidatos receberão Carta com “Plataforma Ambiental à Prefeitura de Palmas” nesta terça-feira, 25



Nesta terça-feira, 25, às 16h, na sede da Associação de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis da Região Norte de Palmas (Ascampa) os candidatos a prefeitos de Palmas receberão das mãos de vários segmentos da sociedade civil organizada, uma carta com a ““Plataforma Ambiental à Prefeitura de Palmas”. O objetivo é apresentar os anseios da sociedade de Palmas aos prefeituráveis e receber deles a garantia do comprometimento com as ideias elaboradas.
A carta aborda temas como Política Ambiental; Agenda da Cidadania; Preservação; Resíduos Sólidos e Agricultura Sustentável, entre outros.  
A carta foi assinada e recebe o apoio dos seguintes grupos e movimentos sociais: Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins/ Rede de Juventude pelo Meio Ambiente da Amazônia; Casa 8 de Março – Organização Feminista do Tocantins; Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente; Coletivo Teatral Três Marias; Fórum Lixo e Cidadania do Estado Tocantins (FELC); Associação de Catadores e Catadora de Materiais Recicláveis da Região Norte de Palmas (Ascampa); Instituto de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e Meio Ambiente (IDPDHMA); Central Única das Favelas (CUFA TO) e Associação Tocantinense de Preservação Ambiental e  Valorização da Vida (Eco Terra).  
Foram convidados para participar da entrega da carta o candidato Marcelo Lelis (PV), Luana Ribeiro (PR), Carlos Amastha (PP), Fábio Ribeiro (PT do B), Abelardo Gomes (PSOL), Dr. Luciano (PRP) e Professor Adail (PSDC). Até o momento confirmaram presença no evento Luana Ribeiro (PR) e Abelardo Gomes (PSOL).

Evento  
O quê: Entrega da Carta Aberta aos Candidatos
Quando: dia 25 de setembro, quinta-feira
Horário: 16:00 horas às 17:30
Onde: sede da Ascampa, QD 307 Norte, Av. LO 10, LT 02
·         16:00 – Recepção aos candidatos;
·         16:10 – Entrega da Carta Aberta;
·         16:20 – Espaço Aberto à fala dos representantes das Organizações;
·         16:40 – Espaço Aberto à fala dos Candidatos;
·         17:00 – Visita as instalações da ASCAMPA;
·         17:30 – Encerramento;
Nara Moura - Jornalista e Membro Articuladora do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins (CJTO)

Sociedade Civil Organizada debate uso indiscriminado dos agrotóxicos com “O Veneno está na Mesa”


Na noite deste domingo, 23 de setembro, na Praça da Quadra 110 Sul (Quiosque do Gaúcho), o Cine Sem Tela, em parceria com o Coletivo Jovem de Meio Ambiente, exibiu o filme “O Veneno está na Mesa”, do premiado diretor Sílvio Tendler. O filme mostra claramente os perigos dos agrotóxicos e aponta que a agroecologia já acontece e representa uma solução real para a agricultura sustentável. Após o filme, a sociedade civil organizada presente ao evento debateu sobre o tema que faz parte da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida”.

O uso dos agrotóxicos é associado ao aumento da incidência de câncer porque favorece a alteração do DNA de uma célula, o que pode dar origem a tumores. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que a doença  afetará 1 milhão e matará 400 mil pessoas nos próximos anos.

“No Tocantins já foram notificados 642 casos de intoxicação por agrotóxicos. Queremos repassar essa preocupação para cada um. Queremos repassar pelo menos o que nós vimos aqui”, disse Izaura Vieira do Comitê Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

“A questão do uso dos agrotóxicos é uma questão política. A gente tem que fazer uma leitura que extrapola o Brasil pra saber quem é que está ligado a isso. Que bom se nós conseguíssemos com que mais pessoas sentisse isso. Precisamos mudar as políticas”, destacou Judit da Rocha do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que também participou do debate.

“Hoje sinto-me mais incomodado depois de assistir o filme. Temos uma política destruidora, que defendem interesses individualizados em detrimento de todos nós. Temos um poder muito grande em nossas mãos, somos nós que colocamos os governantes lá. É momento de refletir, é momento de mobilizarmos”, enfatizou Elicharme Gomes de Carvalho membro do Centro de Direitos Humanos de Palmas (CDHP).

“Mais uma vez estamos ameaçados. A nossa preocupação é não só com a comida, nossa preocupação é quando esses agrotóxicos são levados para os rios e como os indígenas se alimentam de peixe devem também estar contaminados. Essa ameaça chegará até nós”, disse Byll Karajá da Organização Karajá (Iny Marradu).

Campanha Contra os Agrotóxicos
Nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos porque atingem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores rurais, moradores do entorno de fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados.

Diante desta situação, mais de 50 entidades nacionais se juntaram desde 2011 na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no País.

Mais informações sobre a campanha podem ser obtidas por meio do site http://www.contraosagrotoxicos.org

Participaram do evento Maria Vanir – Centro de Educação Popular de Palmas; Elicharme Gomes de Carvalho – Centro de Direitos Humanos de Palmas (CDHP); Byll Karajá – Organização Karajá (Iny Marradu); Judit da Rocha – Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Samuel dos Reis – Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Maria Izaura da Costa Vieira – Comitê Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e Centro de Direitos Humanos de Palmas; Fernando Amazonas – Associação Tocantinense de Valorização Ambiental  e da Vida (ONG Eco Terra).  

Cine Sem Tela

A exibição do filme “O Veneno está na Mesa” fez parte da programação do mês de setembro do Cine Sem Tela que traz a temática ambiental, realizada em parceria com o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins – CJ/TO. Este mês já foram exibidos os filmes: “Santuário dos Pajés não se move”, “Conflito das Águas” e “Belo Monte Anúncio de uma Guerra”. O filme “Verdade Inconveniente” será o último da programação e vai ser exibido no próximo domingo, dia 30 de setembro.

Nara Moura - Articuladora do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins - CJ/TO 
Fotos: Cleide Diamantino

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cine Sem Tela apresenta “Veneno está na mesa” e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxico


Neste domingo, 23, o Cine Sem Tela exibe o filme "Veneno está na mesa", dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, às 20h15, na praça da Quadra 110 Sul (Quiosque do Gaúcho), em Palmas.

O filme faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira. Após a exibição do filme será realizado um debate sobre o tema e recolhidas assinaturas para o abaixo assinado da Campanha, com a presença de representantes do Comitê Estadual da Campanha, do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB e do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins.

A exibição do filme compõe a programação do mês de setembro com a temática ambiental do Cineclube Cine Sem Tela, realizada em parceria com o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins. Este mês já foram exibidos os filmes: Santuário dos Pajés não se move, Conflito das Águas e Belo Monte Anúncio de uma Guerra. O filme “Verdade Inconveniente” será o último da programação e exibido no dia 30 de setembro.
 Confira o trailer:
Confira entrevista a Silvio Tendler - Por uma agricultura sem agrotóxicos no Portal Ecodebate Cidadania e Meio Ambiente:
Cine Sem Tela
Filme O Veneno Está na Mesa
Às 20h15
De Grátis
Praça da QD 110 Sul - Quiosque do Gaúcho

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cine Sem Tela apresenta programação de setembro com foco no meio ambiente


Durante o mês setembro o Cine Sem Tela traz uma programação focada no Meio Ambiente, com filmes e documentários que apresentam questões cruciais e necessárias para a reflexão sobre os problemas ambientais que enfrenta nosso planeta. As exibições acontecem no Quiosque do Gaúcho, na Praça da 110 Sul, às 20h15, com apresentação de curtas-metragens, seguindo às 20h30, com o longa metragem da semana, e contará com o apoio do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins.

A primeira sessão do mês de setembro no domingo, 2, o Cine Sem Tela exibirá o filme “Santuário dos Pajés não se move”. O filme se passa no Distrito Federal, e relata um dos casos mais emblemáticos da atualidade sobre a luta pela preservação da cultura e do meio ambiente e da cultura indígena. Onde, para a construção do setor Noroeste o governo quer retirar a comunidade de um território que se tornou um Centro Cerimonial e Espiritual Indígena de representatividade mundial preservando a tradição ancestral dos pajés.

No debate que será realizado depois da exibição do filme contaremos com a presença de Narúbia Werreria que foi coordenadora de Cultura Indígena da Secretaria da Cultura do Estado do Tocantins e é atualmente conselheira de Cultura Indígena do Estado, além da presença de jovens indígenas de várias etnias.

O Santuário dos Pajés é uma área de uso tradicional indígena ancestral Macro-Jê retomada e fundada pela pioneira e candanga Comunidade Tapuya desde o ano de 1957. O Santuário dos Pajés além da abrigar a tradição, os costumes e a cultura da comunidade Tapuya/Fulni-Ô se tornou um Centro Cerimonial e Espiritual Indígena, ponto de referência cultural e espiritual de vários indígenas e de simpatizantes da espiritualidade indígena do Brasil e da América do Sul através de intercâmbios culturais.

A Terra Indígena do Santuário dos Tapuyas está situada na reserva Bananal do bioma do cerrado onde se mantém por muito tempo a tradição ancestral dos pajés, o conhecimentos dos poderes terapêuticos das plantas medicinais, se tornando uma reserva de vida e de contato com a natureza para as futuras gerações.

No dia 9, será exibido o filme “Conflitos das Águas” (Even the Rain), estrelado por Gael García Bernal e com direção de Icíar Bollaín. A história se passa em Cochabamba, na Bolívia, e mostra o trabalho de uma equipe espanhola que vai rodar um filme na região e que esbarra no contexto de uma população que enfrenta o governo, devido ao uso da água, após a eclosão de uma rebelião civil. A frase emblemática do filme é “muitos querem mudar o mundo mas poucos querem mudar a si mesmo”, vale a pena conferir.

Dia 16, o Cine Sem Tela traz para o debate um tema que tem preocupado os brasileiros. A construção da   maior obra de engenharia do país na atualidade, Belo Monte. Com direção de André D'Elia, o documentário “Belo Monte, Anúncio de uma Guerra”, traz depoimentos a favor e contra Belo Monte apontam para um desastre do ponto de vista ambiental.

“Veneno está na mesa” é o quarto filme da programação, dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, o filme faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira. Após a exibição do filme, no dia 23, será realizado um debate coordenado pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente e recolhidas assinaturas para o abaixo assinado da Campanha.

O filme que fecha a programação do mês de setembro, no dia 30, é “Verdade Inconveniente”, do diretor Davis Guggenheim, que traz uma análise da questão do aquecimento global.

Ainda não temos uma data fechada, mas contaremos com a presença do cineasta francês e Kenavo diretor do filme “Santuário dos Pajés não se move” que não poderá está presente na exibição dia 2 de setembro devido uma viagem que teve que fazer para participar da Feira de Sementes Tradicionais no Xingu.

Filmes:

02/09 - Santuário dos Pajés não se move - Direção: Kenavo e Carlos Saldanha

09/09: Conflito das Águas - Direção: Iciar Bollain

16/09 - Belo Monte Anúncio de uma Guerra Direção: André D'Elia

23/09: Veneno está na mesa - Direção: Silvio Tendler (Serão recolhidas assinaturas para um abaixo assinado)

30/09 - Verdade Inconveniente - Direção: Davis Guggenheim


Por Lorena Dias e Rose Dayanne

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A cúpula dos povos e os povos da cúpula


“Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos,  organizações das sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental vivenciaram,  nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade”, trecho da Declaração Final Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental - Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida, realizada entre os dias 15 a 22 de junho.

Estou cá a escrever sobre o Povo da Cúpula dos Povos. Sei que escrevo um tiquinho atrasada, mas já me disseram e eu confirmo que: “só escrevo quando dá na telha”. Isso é fato, coisa de aquariana. Preciso de lua, estímulo.

Vi o Brasil e sua cara, seu jeito, trejeitos, cores e sabores. Vi o Brasil e o Mundo em suas dores, lutas, dissabores, desigualdade e tragédias.  Me vi em minhas distrações e atrações, na minha cegueira cotidiana e na sensação de que se pode, ao menos, protestar. Compartilhei sorrisos, gritos de ordem, dores nas costas, calos nos pés, barracas, marmitas, experiências e lutas.

Fiquei uns dias sem celular, internet, e etcs, acampada com quase 11 mil pessoas no Sambódromo do Rio de Janeiro, que não abrigava passistas de escola de samba, mas movimentos de mulheres, indígenas,  negros, agricultores/as familiares e camponeses, povos de comunidades tradicionais, quilombolas, argentinos, bolivianos, hippies, juventudes de vários movimentos, religiões de todo o mundo, mulheres e homens, pessoas conscientes da luta e outras a passeio no Rio.  De tudo um pouco.

Uma convergência total, que jamais vou conseguir expressar em sua totalidade. Participei de Marchas, mobilizações, ocupações, grupos de discussão autogestionados, pintei faixas, cartazes, pintei a cara, o corpo e o cabelo. Distribui comida, organizei fileiras na marchas, pintei lambe-lambes, perdi a voz, conquistei amigos e experiência de vida.

Digo que mudei a vida, não tão radicalmente como necessito, mas começo a perceber a mudança que eu quero para mim e para mundo. É pouco? Sim, é! Mas indignar-se com esse sistema que está aí já é um começo. É como nos disse Chê “Se você é capaz de se indignar diante de uma injustiça, então somos companheiros”. E assim digo que encontrei várias companheiras e companheiros.

Estive na rua com 5 mil mulheres e com 80 mil pessoas. E sabe que a minha mãe queria ver essas ações na televisão para dizer assim “minha filha está lá”, mas isso não aconteceu né mamãe. Isso não passa na televisão. O que minha mãe via na televisão eram os problemas no decorrer da Cúpula, pessoas presas ou desaparecidas, coisas que nem eram verdade. E ela ficava lá perdendo os cabelos de preocupação. Mãe, no acampamento em que eu estava com mais de 3 mil pessoas, deixava meus pertences ali e ia para rua, nada acontecia, tod@s eram responsáveis uns pelos outros.

A grande imprensa não se interessa pelas pautas positivas dos Movimentos Sociais, dos Direitos Humanos. Quando acontece algo de negativo, por exemplo, são capas e mais capas, manchete e mais manchetes. Ou ainda quando querem diminuir ou banalizar as ações. Vi essa manchete em um jornal carioca “Dezenas de mulheres mostram os seios e protestam”  ao invés de “Mais de 5 mil mulheres vão às ruas do Rio protestar”, por exemplo. Quanto mais puderem diminuir o movimento vão fazer.

Logo, ao contrário do que a grande imprensa pinta, vi um povo organizado, venci preconceitos. Sim o Movimento Social é organizado, é autogestionável. Vi isso no acampamento em que estava da Via Campesina, que reuni todos os movimentos oriundos do campo. Tod@s tínhamos funções e tarefas, participávamos de equipes de organização dos acampamentos. Eu, por exemplo, era da equipe de Agitação e Propaganda, assim como outras pessoas da delegação que participavam das equipes de segurança, alimentação, limpeza, etc.


A cúpula
Quando me perguntavam sobre minha ida ao Rio, sempre se referiam ao evento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20. Afinal, lá em Brejinho de Nazaré, onde vive minha mãe e minha avó, o monopólio da Rede Globo para quem não tem antena parabólica, por exemplo, os chefes de estado passavam na televisão, e assim ficava difícil saber o que “cruzes” era a tal Cúpula dos Povos.

Logo, eu pulava lá atrás e corrigia  “Non Non, não estava na Rio +ou- 20, eu estava na Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental, um evento paralelo que reunia o povo, organizado pela sociedade civil global” .

Nós tínhamos pautas para debater e bandeiras para defender. O papo de economia verde não desce e não desceu. Como disse Marina Silva “não é importa a cor da economia”. Sim a cor da economia não importa, o que é importa são as soluções.

Nossas plenárias foram pautadas por eixos sérios e comprometidos com aquilo em que os movimentos acreditavam.

... Na Plenária 01, que discuti direitos, foram debatidos e agendados ações anti-militarização; por igualdade de gênero dentro das organizações; por liberalização das drogas; contra a criminalização da juventude; por solidariedade com Cuba e Haiti; contra a privatização das sementes. Na Plenária 02, referente à defesa dos bens comuns e contra a mercantilização, envolveu a campanha pela reforma agrária; pela comunicação como bem comum e pela liberdade de expressão. Na a Plenária 03, que tratava da soberania alimentar, foi elaborado,  por exemplo, campanhas pela produção e consumo de alimentos sustentáveis, contra o uso de agrotóxicos e de transgênicos, pela produção de sementes crioulas. Na Plenária 04, em  relação à energia e indústrias extrativas, a Cúpula dos Povos programou campanhas contra o abuso das corporações transnacionais, e pela denúncia de empresas causadores de degradação ambiental e de violação de direitos. A quinta e última Plenária, que tratou de trabalho e economia, construiu campanhas contra o capitalismo e formas de exploração do trabalho, pelos direitos dos trabalhadores e pela reforma do sistema político brasileiros” (trecho retirado do Site da Cúpula).

Referente ao evento “oficial” da Rio +20, nós não vimos avanço. O resultado foi um documento superficial, poucos países comprometidos! Chefes de estado fazendo pouco caso e representatividade nula do povo.  Quais avanços a Rio +ou - 20 trouxe para a transformação social que esperamos do mundo e a emancipação do povo? Economia verde? Isso nem chega a ser solução para a crise financeira que o mundo enfrenta, quiçá para a crise global anunciada e vivenciada pelos povos.

Os resultados
Aqueles dias foram momentos de muito aprendizado, marcaram minha vida. Um espaço para o povo, ali representado pelos movimentos sociais, organizações, coletivos,  expor, praticar e dialogar com a sociedade sobre suas experiências e projetos.
A Cúpula nos mostrou, por meio do acúmulo histórico dos vários movimentos ali representados, que as lutas locais são globais. As lutas das mulheres, por exemplo, são de todas as mulheres e de toda a sociedade, as quais tiveram grande representatividade na Cúpula e espaço para debate e construção de agendas.  “Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida  livre de violência”, diz o trecho da Declaração Final da Cúpula.
Tivemos uma oportunidade única para tratarmos, enquanto sociedade civil organizada, dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. A cúpula não acabou no dia 22 de junho e não acaba, quero tudo de novo, aquele povo, aquela juventude... Agora é conosco. Preciso continuar, precisamos continuar, nos nossos coletivos, movimentos, organizações...  a tarefa é nossa. Nossos desafios são grandes e continuam.

Protestei nas ruas do Rio de Janeiro, com 5 mil mulheres e com 80 mil pessoas, anônima como muit@s, mas consciente da responsabilidade que temos enquanto protagonistas desse processo. “Por um projeto feminista e popular”, por isso, “de pé, continuamos a luta”.

Clique aqui e leia na íntegra o Declaração Final Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental.


Rose Dayanne Santana – Cidadã Brasileira, Jornalista e Militante dos Movimentos Sociais de Juventude, Mulheres e Meio Ambiente.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A MAIOR PIADA DE TODOS OS TEMPOS é a lista do maior brasileiro de todos os tempos

“O Maior Brasileiro de Todos os Tempos". A lista mais tosca de todos os tempos... A enquete mais nada haver de todos os tempos. E o resultado é quase apocalíptico... É o fim do mundo mesmo... Ver que Luan Santana apareceu entre os 100 e que está na frente de Maria da Penha, Chico Buarque, Zumbi dos Palmares, Carlos Drummond de Andrade, Luís Carlos Prestes e por ai vai... é no mínimo inacreditável... E pasmem, apareceu Michel Teló, sim aquele, de uma ou duas músicas... RS. Na frente de Jorge Amado e Tom Jobim... E ainda, quem apareceu na lista, Fernando Collor... Essa lista devia se chamar “A MAIOR PIADA DE TODOS OS TEMPOS”...


Veja a lista em:
http://www.sbtworld.com.br/2012/07/veja-lista-dos-100-maiores-brasileiros.html



Confira a lista dos nomes já divulgados: Ainda faltam mais 40 nomes, imaginem o que vem por ai.... 


100º Maria da Penha
99º Jô Soares
98º Vital Brazil
97º Ana Paula Valadão
96º Roberto Justus
95º Itamar Franco
94º Ronald Golias
93º Jorge Amado
92º Romário
91º Padre Landell de Moura
90º Anderson Silva
89º Tom Jobim
88º Cazuza
87º William Bonner
86º Amado Batista
85º Chacrinha
84º Chico Buarque
83º Joelma
82º Ronaldinho Gaúcho
81º Datena
80º Sócrates
79º Político não revelado, por estar disputando as Eleições Municipais
78º Fernando Collor de Mello
77º Marcos Pontes
76º Luís Carlos Prestes
75º Claudia Leitte
74º Lampião
73º Garrincha
72º Michel Teló
71º Lua Blanco
70º Marechal Rondon
69º Antônio Ermírio de Moraes
68º Duque de Caxias
67º Monsenhor Jonas Abib
66º Carlos Chagas
65º Reynaldo Gianecchini
64º Ulisses Guimarães
63º Dedé, jogador do Vasco da Gama
62º Mazzaropi
61º Zico
60º Padre Marcelo Rossi
59º Marcos, ex-goleiro do Palmeiras
58º Roberto Marinho
57º Monteiro Lobato
56º Hebe Camargo
55º Paulo Freire
54º Missionário R.R. Soares
53º Zumbi dos Palmares
52º Carlos Drummond de Andrade
51º Paiva Neto
50º Rogério Ceni, goleiro do São Paulo
49º Gugu Liberato
48º Tiririca
47º Leonel Brizola
46º Raul Seixas
45º Visconde de Mauá
44º Elis Regina
43º Ivete Sangalo
42º Luan Santana
41º Machado de Assis