sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cine Sem Tela apresenta “Veneno está na mesa” e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxico


Neste domingo, 23, o Cine Sem Tela exibe o filme "Veneno está na mesa", dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, às 20h15, na praça da Quadra 110 Sul (Quiosque do Gaúcho), em Palmas.

O filme faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira. Após a exibição do filme será realizado um debate sobre o tema e recolhidas assinaturas para o abaixo assinado da Campanha, com a presença de representantes do Comitê Estadual da Campanha, do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB e do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins.

A exibição do filme compõe a programação do mês de setembro com a temática ambiental do Cineclube Cine Sem Tela, realizada em parceria com o Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins. Este mês já foram exibidos os filmes: Santuário dos Pajés não se move, Conflito das Águas e Belo Monte Anúncio de uma Guerra. O filme “Verdade Inconveniente” será o último da programação e exibido no dia 30 de setembro.
 Confira o trailer:
Confira entrevista a Silvio Tendler - Por uma agricultura sem agrotóxicos no Portal Ecodebate Cidadania e Meio Ambiente:
Cine Sem Tela
Filme O Veneno Está na Mesa
Às 20h15
De Grátis
Praça da QD 110 Sul - Quiosque do Gaúcho

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cine Sem Tela apresenta programação de setembro com foco no meio ambiente


Durante o mês setembro o Cine Sem Tela traz uma programação focada no Meio Ambiente, com filmes e documentários que apresentam questões cruciais e necessárias para a reflexão sobre os problemas ambientais que enfrenta nosso planeta. As exibições acontecem no Quiosque do Gaúcho, na Praça da 110 Sul, às 20h15, com apresentação de curtas-metragens, seguindo às 20h30, com o longa metragem da semana, e contará com o apoio do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Tocantins.

A primeira sessão do mês de setembro no domingo, 2, o Cine Sem Tela exibirá o filme “Santuário dos Pajés não se move”. O filme se passa no Distrito Federal, e relata um dos casos mais emblemáticos da atualidade sobre a luta pela preservação da cultura e do meio ambiente e da cultura indígena. Onde, para a construção do setor Noroeste o governo quer retirar a comunidade de um território que se tornou um Centro Cerimonial e Espiritual Indígena de representatividade mundial preservando a tradição ancestral dos pajés.

No debate que será realizado depois da exibição do filme contaremos com a presença de Narúbia Werreria que foi coordenadora de Cultura Indígena da Secretaria da Cultura do Estado do Tocantins e é atualmente conselheira de Cultura Indígena do Estado, além da presença de jovens indígenas de várias etnias.

O Santuário dos Pajés é uma área de uso tradicional indígena ancestral Macro-Jê retomada e fundada pela pioneira e candanga Comunidade Tapuya desde o ano de 1957. O Santuário dos Pajés além da abrigar a tradição, os costumes e a cultura da comunidade Tapuya/Fulni-Ô se tornou um Centro Cerimonial e Espiritual Indígena, ponto de referência cultural e espiritual de vários indígenas e de simpatizantes da espiritualidade indígena do Brasil e da América do Sul através de intercâmbios culturais.

A Terra Indígena do Santuário dos Tapuyas está situada na reserva Bananal do bioma do cerrado onde se mantém por muito tempo a tradição ancestral dos pajés, o conhecimentos dos poderes terapêuticos das plantas medicinais, se tornando uma reserva de vida e de contato com a natureza para as futuras gerações.

No dia 9, será exibido o filme “Conflitos das Águas” (Even the Rain), estrelado por Gael García Bernal e com direção de Icíar Bollaín. A história se passa em Cochabamba, na Bolívia, e mostra o trabalho de uma equipe espanhola que vai rodar um filme na região e que esbarra no contexto de uma população que enfrenta o governo, devido ao uso da água, após a eclosão de uma rebelião civil. A frase emblemática do filme é “muitos querem mudar o mundo mas poucos querem mudar a si mesmo”, vale a pena conferir.

Dia 16, o Cine Sem Tela traz para o debate um tema que tem preocupado os brasileiros. A construção da   maior obra de engenharia do país na atualidade, Belo Monte. Com direção de André D'Elia, o documentário “Belo Monte, Anúncio de uma Guerra”, traz depoimentos a favor e contra Belo Monte apontam para um desastre do ponto de vista ambiental.

“Veneno está na mesa” é o quarto filme da programação, dirigido pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, o filme faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira. Após a exibição do filme, no dia 23, será realizado um debate coordenado pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente e recolhidas assinaturas para o abaixo assinado da Campanha.

O filme que fecha a programação do mês de setembro, no dia 30, é “Verdade Inconveniente”, do diretor Davis Guggenheim, que traz uma análise da questão do aquecimento global.

Ainda não temos uma data fechada, mas contaremos com a presença do cineasta francês e Kenavo diretor do filme “Santuário dos Pajés não se move” que não poderá está presente na exibição dia 2 de setembro devido uma viagem que teve que fazer para participar da Feira de Sementes Tradicionais no Xingu.

Filmes:

02/09 - Santuário dos Pajés não se move - Direção: Kenavo e Carlos Saldanha

09/09: Conflito das Águas - Direção: Iciar Bollain

16/09 - Belo Monte Anúncio de uma Guerra Direção: André D'Elia

23/09: Veneno está na mesa - Direção: Silvio Tendler (Serão recolhidas assinaturas para um abaixo assinado)

30/09 - Verdade Inconveniente - Direção: Davis Guggenheim


Por Lorena Dias e Rose Dayanne

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A cúpula dos povos e os povos da cúpula


“Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos,  organizações das sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental vivenciaram,  nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade”, trecho da Declaração Final Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental - Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida, realizada entre os dias 15 a 22 de junho.

Estou cá a escrever sobre o Povo da Cúpula dos Povos. Sei que escrevo um tiquinho atrasada, mas já me disseram e eu confirmo que: “só escrevo quando dá na telha”. Isso é fato, coisa de aquariana. Preciso de lua, estímulo.

Vi o Brasil e sua cara, seu jeito, trejeitos, cores e sabores. Vi o Brasil e o Mundo em suas dores, lutas, dissabores, desigualdade e tragédias.  Me vi em minhas distrações e atrações, na minha cegueira cotidiana e na sensação de que se pode, ao menos, protestar. Compartilhei sorrisos, gritos de ordem, dores nas costas, calos nos pés, barracas, marmitas, experiências e lutas.

Fiquei uns dias sem celular, internet, e etcs, acampada com quase 11 mil pessoas no Sambódromo do Rio de Janeiro, que não abrigava passistas de escola de samba, mas movimentos de mulheres, indígenas,  negros, agricultores/as familiares e camponeses, povos de comunidades tradicionais, quilombolas, argentinos, bolivianos, hippies, juventudes de vários movimentos, religiões de todo o mundo, mulheres e homens, pessoas conscientes da luta e outras a passeio no Rio.  De tudo um pouco.

Uma convergência total, que jamais vou conseguir expressar em sua totalidade. Participei de Marchas, mobilizações, ocupações, grupos de discussão autogestionados, pintei faixas, cartazes, pintei a cara, o corpo e o cabelo. Distribui comida, organizei fileiras na marchas, pintei lambe-lambes, perdi a voz, conquistei amigos e experiência de vida.

Digo que mudei a vida, não tão radicalmente como necessito, mas começo a perceber a mudança que eu quero para mim e para mundo. É pouco? Sim, é! Mas indignar-se com esse sistema que está aí já é um começo. É como nos disse Chê “Se você é capaz de se indignar diante de uma injustiça, então somos companheiros”. E assim digo que encontrei várias companheiras e companheiros.

Estive na rua com 5 mil mulheres e com 80 mil pessoas. E sabe que a minha mãe queria ver essas ações na televisão para dizer assim “minha filha está lá”, mas isso não aconteceu né mamãe. Isso não passa na televisão. O que minha mãe via na televisão eram os problemas no decorrer da Cúpula, pessoas presas ou desaparecidas, coisas que nem eram verdade. E ela ficava lá perdendo os cabelos de preocupação. Mãe, no acampamento em que eu estava com mais de 3 mil pessoas, deixava meus pertences ali e ia para rua, nada acontecia, tod@s eram responsáveis uns pelos outros.

A grande imprensa não se interessa pelas pautas positivas dos Movimentos Sociais, dos Direitos Humanos. Quando acontece algo de negativo, por exemplo, são capas e mais capas, manchete e mais manchetes. Ou ainda quando querem diminuir ou banalizar as ações. Vi essa manchete em um jornal carioca “Dezenas de mulheres mostram os seios e protestam”  ao invés de “Mais de 5 mil mulheres vão às ruas do Rio protestar”, por exemplo. Quanto mais puderem diminuir o movimento vão fazer.

Logo, ao contrário do que a grande imprensa pinta, vi um povo organizado, venci preconceitos. Sim o Movimento Social é organizado, é autogestionável. Vi isso no acampamento em que estava da Via Campesina, que reuni todos os movimentos oriundos do campo. Tod@s tínhamos funções e tarefas, participávamos de equipes de organização dos acampamentos. Eu, por exemplo, era da equipe de Agitação e Propaganda, assim como outras pessoas da delegação que participavam das equipes de segurança, alimentação, limpeza, etc.


A cúpula
Quando me perguntavam sobre minha ida ao Rio, sempre se referiam ao evento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20. Afinal, lá em Brejinho de Nazaré, onde vive minha mãe e minha avó, o monopólio da Rede Globo para quem não tem antena parabólica, por exemplo, os chefes de estado passavam na televisão, e assim ficava difícil saber o que “cruzes” era a tal Cúpula dos Povos.

Logo, eu pulava lá atrás e corrigia  “Non Non, não estava na Rio +ou- 20, eu estava na Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental, um evento paralelo que reunia o povo, organizado pela sociedade civil global” .

Nós tínhamos pautas para debater e bandeiras para defender. O papo de economia verde não desce e não desceu. Como disse Marina Silva “não é importa a cor da economia”. Sim a cor da economia não importa, o que é importa são as soluções.

Nossas plenárias foram pautadas por eixos sérios e comprometidos com aquilo em que os movimentos acreditavam.

... Na Plenária 01, que discuti direitos, foram debatidos e agendados ações anti-militarização; por igualdade de gênero dentro das organizações; por liberalização das drogas; contra a criminalização da juventude; por solidariedade com Cuba e Haiti; contra a privatização das sementes. Na Plenária 02, referente à defesa dos bens comuns e contra a mercantilização, envolveu a campanha pela reforma agrária; pela comunicação como bem comum e pela liberdade de expressão. Na a Plenária 03, que tratava da soberania alimentar, foi elaborado,  por exemplo, campanhas pela produção e consumo de alimentos sustentáveis, contra o uso de agrotóxicos e de transgênicos, pela produção de sementes crioulas. Na Plenária 04, em  relação à energia e indústrias extrativas, a Cúpula dos Povos programou campanhas contra o abuso das corporações transnacionais, e pela denúncia de empresas causadores de degradação ambiental e de violação de direitos. A quinta e última Plenária, que tratou de trabalho e economia, construiu campanhas contra o capitalismo e formas de exploração do trabalho, pelos direitos dos trabalhadores e pela reforma do sistema político brasileiros” (trecho retirado do Site da Cúpula).

Referente ao evento “oficial” da Rio +20, nós não vimos avanço. O resultado foi um documento superficial, poucos países comprometidos! Chefes de estado fazendo pouco caso e representatividade nula do povo.  Quais avanços a Rio +ou - 20 trouxe para a transformação social que esperamos do mundo e a emancipação do povo? Economia verde? Isso nem chega a ser solução para a crise financeira que o mundo enfrenta, quiçá para a crise global anunciada e vivenciada pelos povos.

Os resultados
Aqueles dias foram momentos de muito aprendizado, marcaram minha vida. Um espaço para o povo, ali representado pelos movimentos sociais, organizações, coletivos,  expor, praticar e dialogar com a sociedade sobre suas experiências e projetos.
A Cúpula nos mostrou, por meio do acúmulo histórico dos vários movimentos ali representados, que as lutas locais são globais. As lutas das mulheres, por exemplo, são de todas as mulheres e de toda a sociedade, as quais tiveram grande representatividade na Cúpula e espaço para debate e construção de agendas.  “Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida  livre de violência”, diz o trecho da Declaração Final da Cúpula.
Tivemos uma oportunidade única para tratarmos, enquanto sociedade civil organizada, dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. A cúpula não acabou no dia 22 de junho e não acaba, quero tudo de novo, aquele povo, aquela juventude... Agora é conosco. Preciso continuar, precisamos continuar, nos nossos coletivos, movimentos, organizações...  a tarefa é nossa. Nossos desafios são grandes e continuam.

Protestei nas ruas do Rio de Janeiro, com 5 mil mulheres e com 80 mil pessoas, anônima como muit@s, mas consciente da responsabilidade que temos enquanto protagonistas desse processo. “Por um projeto feminista e popular”, por isso, “de pé, continuamos a luta”.

Clique aqui e leia na íntegra o Declaração Final Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental.


Rose Dayanne Santana – Cidadã Brasileira, Jornalista e Militante dos Movimentos Sociais de Juventude, Mulheres e Meio Ambiente.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A MAIOR PIADA DE TODOS OS TEMPOS é a lista do maior brasileiro de todos os tempos

“O Maior Brasileiro de Todos os Tempos". A lista mais tosca de todos os tempos... A enquete mais nada haver de todos os tempos. E o resultado é quase apocalíptico... É o fim do mundo mesmo... Ver que Luan Santana apareceu entre os 100 e que está na frente de Maria da Penha, Chico Buarque, Zumbi dos Palmares, Carlos Drummond de Andrade, Luís Carlos Prestes e por ai vai... é no mínimo inacreditável... E pasmem, apareceu Michel Teló, sim aquele, de uma ou duas músicas... RS. Na frente de Jorge Amado e Tom Jobim... E ainda, quem apareceu na lista, Fernando Collor... Essa lista devia se chamar “A MAIOR PIADA DE TODOS OS TEMPOS”...


Veja a lista em:
http://www.sbtworld.com.br/2012/07/veja-lista-dos-100-maiores-brasileiros.html



Confira a lista dos nomes já divulgados: Ainda faltam mais 40 nomes, imaginem o que vem por ai.... 


100º Maria da Penha
99º Jô Soares
98º Vital Brazil
97º Ana Paula Valadão
96º Roberto Justus
95º Itamar Franco
94º Ronald Golias
93º Jorge Amado
92º Romário
91º Padre Landell de Moura
90º Anderson Silva
89º Tom Jobim
88º Cazuza
87º William Bonner
86º Amado Batista
85º Chacrinha
84º Chico Buarque
83º Joelma
82º Ronaldinho Gaúcho
81º Datena
80º Sócrates
79º Político não revelado, por estar disputando as Eleições Municipais
78º Fernando Collor de Mello
77º Marcos Pontes
76º Luís Carlos Prestes
75º Claudia Leitte
74º Lampião
73º Garrincha
72º Michel Teló
71º Lua Blanco
70º Marechal Rondon
69º Antônio Ermírio de Moraes
68º Duque de Caxias
67º Monsenhor Jonas Abib
66º Carlos Chagas
65º Reynaldo Gianecchini
64º Ulisses Guimarães
63º Dedé, jogador do Vasco da Gama
62º Mazzaropi
61º Zico
60º Padre Marcelo Rossi
59º Marcos, ex-goleiro do Palmeiras
58º Roberto Marinho
57º Monteiro Lobato
56º Hebe Camargo
55º Paulo Freire
54º Missionário R.R. Soares
53º Zumbi dos Palmares
52º Carlos Drummond de Andrade
51º Paiva Neto
50º Rogério Ceni, goleiro do São Paulo
49º Gugu Liberato
48º Tiririca
47º Leonel Brizola
46º Raul Seixas
45º Visconde de Mauá
44º Elis Regina
43º Ivete Sangalo
42º Luan Santana
41º Machado de Assis


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Marcha das Vadias acontece nesta quinta-feira, 12

Movimento de protesto contra a violência sexual de mulheres, a Marcha das Vadias, acontecerá na próxima quinta, 12, às 17h em Palmas. A Marcha surgiu ano passado do comentário de um policial que diante do aumento dos casos de abuso sexual na Universidade de Toronto, Canadá, disse para que "as mulheres evitassem se vestirem como vadias, para não serem vítimas".

A concentração para a “Marcha das Vadias, porque nosso corpo nos pertence”, organizada em Palmas pela Casa Oito de Março, está marcada para as 16h em frente à Feira da 304 Sul, próximo ao Espaço Cultural. O movimento é aberto para todas as pessoas a favor da causa.


Durante o evento a secretaria municipal da saúde disponibilizará testes rápidos de HIV, vacina contra hepatite e tétano além de distribuição de preservativos.




Mais informações: 3224-4718 ou 9966-6532




Oficina de Cartazes
A organização promoverá uma oficina de cartazes na sede da Casa, 305 Norte QI 20 Alameda 21 lote 10, quarta, 11, às 16h, para formulação de frases para a Marcha. Os interessados devem levar cartolina, pincéis e tintas para confeccionar o material.


Por que vadias
Em janeiro do ano passado na Universidade de Toronto, no Canadá, os índices de abuso contra as mulheres aumentaram. Diante desta situação um policial mencionou que "as mulheres evitassem se vestirem como vadias, para não serem vítimas". Então surgiu a Marcha das Vadias, evento que leva milhares de mulheres as ruas protestarem contra o abuso sexual e igualdade de gênero.




Assessoria de Imprensa


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terça-feira, 3 de julho de 2012

Nunca gostei de bonecas!


Tenho cachos rebeldes e passei violeta no cabelo! Fiz desenhos de jenipapo nas pernas, nos braços e no rosto! Gosto de colares de conchinhas, sementes e botões! Não curto tendências, apesar de as vezes me pegar em uma delas, quem está livre... Gosto do diferente, do exótico, sem me preocupar se é feio ou bonito. Nunca gostei de bonecas, sempre gostei de gente e de sua diversidade. Isso sim é beleza!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sobre Adolescentes em Conflito com Lei, Imprensa, Agenda Social – direitos velados e omissão da imprensa



Um relato sobre a experiência do Seminário da Andi – Direitos em Pauta


Tirei um tempinho para escrever sobre o melhor Seminário que já participei até hoje – Direitos em Pauta – Imprensa, Agenda Social e Adolescentes em Conflito com a Lei, realizado entre os dias 22 e 24 de maio de 2012, em Brasília. Um tanto atrasada, ok, ok, mas já dizia o ditado popular “antes tarde do que nunca”, que está mais pra preguiçoso do que popular. E olha que eu devia estar escrevendo sobre a Cúpula dos Povos, mas tenham fé. Rs!

Enfim, já participei de alguns seminários, não muitos.
Mas, confesso, que o aprendizado que ANDI nos proporcionou nos três dias eventos não tem preço. Não estou aqui para tecer elogios e pura e simplesmente encher a bola da ANDI, para isso já tem uns trezentos e tantos jornalistas amigos da criança, (os famosos Jac’s), a mídia brasileira tem agora 362 jornalistas mais aptos do que eu para este discurso.

E a ANDI também não precisa disso, quem conhece sabe, assim também como a pequena parcela da imprensa, que está atenta aos direitos humanos, em especial de crianças e adolescentes, sabe a importância que os estudos realizados pela ANDI representam para uma cobertura mais responsável para o tema. Os que se importam, é claro, com isso.

Vi-me perto de temas tão conflituosos e necessários. Como somos cegos em relação há tantos temas de interesse público que nos são omitidos cotidianamente pela grande imprensa. Dentro dessa questão dos Adolescentes em Conflito com a Lei, discutimos  a  realidade vivida por esses adolescentes e a necessidade de vencer o preconceito em relação a eles; a ética e o compromisso com a defesa de direitos; como a mídia pode contribuir para o respeito aos direitos dos adolescentes em conflito com a lei; como vencer o estigma da violência em comunidades da periferia por meio da fotografia; sobre o tratamento do jovem como sujeito de direitos e;  a defesa da pauta positiva pela imprensa.

Nessas discussões, percebemos que a realidade em países da América Latina e também no Caribe não é diferente. Vários pesquisadores e jornalistas que atuam nessa temática expuseram suas experiências e nos levaram a acreditar que há muito por fazer, em todos os cantos do mundo.  Os problemas são os mesmos, em quantidades diferentes, mas a importância dada pela imprensa também é a mesma.
Fiquei me questionando como podemos, enquanto jornalistas e cidadãos, ajudar de alguma forma. Ouvi relatos maravilhosos, embora, tristes ao mesmo tempo. No caso dos jornalistas, podemos começar tirando o nosso Código de Ética da gaveta, consultá-lo de vez em quando, no  mínimo, e defender uma pauta positiva e acima de tudo, uma cobertura responsável. Adolescente não é menor infrator. Adolescente é adolescente, criança é criança! Básico. Alguns termos utilizados pelos jornalistas agregam certa carga negativa e contribuem para produção de estigmas e esteriotipos, por exemplo.

Debatedores como os  jornalistas  Demétrio Weber (O Globo), Mauri Konig (Gazeta do Povo), Estevão Damázio (CBN) e  a professora Márcia Detoni (Universidade Mackenzie) concordaram que é preciso mudar o enfoque factual das coberturas e apostar em contextualização e humanização. É preciso considerar o ser humano, seus direitos e o contexto dos fatos reproduzidos, e o mal que eles podem causar.
Uma das conclusões tirada do seminário, embasado num estudo de mídia realizado pela Andi, foi que a cobertura da imprensa é pautada por estereótipos quando o assunto é adolescente em conflito com a lei. É preciso dar voz e vez aos adolescentes, buscar a diversidade das fontes ao invés de se basear apenas no relato oficial, afinal, esses seres humanos têm o direito de se defender, de contar o seu lado. Aprendemos isso como lição básica das técnicas de redação em jornalismo. “ouvir todos os lados da notícia”.

Imagens que vencem o estigma
As pessoas tendem a acreditar que são como são apresentadas pela mídia. A menina da favela acredita que sempre será a menina da favela, por exemplo.  Os moradores das favelas se vêm como pessoas isoladas, uma vez que a grande mídia apresenta a favela como uma área isolada, não desenvolvida, violenta, sem beleza, e cheias de problemas. O fotógrafo João Ripper, defensor dos Direitos Humanos e autor de imagens belíssimas com olhar sensível, destacou que é possível vencer o estigma da violência em comunidades da periferia por meio da fotografia. “Precisamos refletir sobre a construção jornalística. Se as pessoas têm uma beleza não mostrada, elas acreditam em como são pintadas pelos meios de comunicação”. É preciso alterar os padrões da cobertura e considerar que a informação é um direito de todos, como pontuou Ripper.

Nessas idas e vindas, há sim um caminho
Acredito que vencer o preconceito é o primeiro desafio dos jornalistas e o primeiro passo para se construir uma cobertura jornalística que possa contribuir para o respeito aos direitos dos adolescentes em conflito com a lei, e assim levar esse debate de forma aprofundada e qualificada aos outros colegas jornalistas, especialistas, gestores públicos e, a sociedade.  O seminário foi uma oportunidade riquíssima para o debate e, sobretudo, troca de experiências entre os diversos atores e atrizes que atuam na temática de Direitos Humanos e, principalmente, em defesa dos direitos de crianças e adolescentes em conflito com a lei. Precisamos vencer esse estigma de que a violência vem só das comunidades de periferia, investir no protagonismo e tratar nossos jovens como sujeitos de direito.

Com informações da ANDI