Neste sábado,
26, acontece a terceira edição do Projeto “Nós na Praça”, na Praça do Centro
Cultural Mauro Cunha, a partir das 16h, em Gurupi. Um
espaço aberto, coletivo e democrático para expressão artística e cultural.
Nesta edição, serão realizadas oficinas de Filtro dos Sonhos, Stencil, Desenho,
Canto, e também uma Roda de Conversa sobre Feminismo, Feira de Troca, entre
outras atividades. Também terá Palco Aberto, com artistas locais. Portanto, se você
quiser aproveitar o espaço para expressar sua arte, sua música, seu talento,
venha participa conosco.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Organizações discutem mudança no sistema político, nesta quarta-feira, 09
A construção do Plebiscito Constituinte está a todo vapor no Brasil. No Tocantins, a situação não é diferente dos demais estados. Nesta quarta-feira, 09 de abril, movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil realizam às 19 horas, no auditório do Hotel Estrela, em Palmas, a 1ª Plenária Estadual do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político Brasileiro.
A reunião tem como objetivo articular as organizações que compõem o Comitê Estadual do Plebiscito e organizar um calendário de formação com o objetivo de massificar a consulta popular, que acontece na Semana da Pátria e que perguntará ao povo brasileiro: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”.
As manifestações que aconteceram em junho e julho de 2013, por melhorias no transporte, saúde, educação, revelaram a necessidade de uma mudança no sistema político brasileiro. O movimento é estratégico para pressionar o Congresso Nacional sobre as mudanças e demandas necessárias para a construção de um país com mais democracia participativa e representativa.
O Comitê Estadual do Plebiscito Constituinte tem se organizado desde dezembro de 2013 e construído a campanha por meio de articulações, reuniões e formações. É formado, atualmente, por mais de 20 organizações, entre movimentos sociais, sindicatos e sociedade civil organizada.
Plebiscito Popular
Um Plebiscito é uma consulta na qual o povo brasileiro vota para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito. Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, como, por exemplo, o Plebiscito sobre a ALCA – Área de Livre Comércio das Américas no Brasil, realizado em 2002 e que obteve mais de R$ 10 milhões de votos.
Por Flávia Quirino
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Aos jornalistas, aquele abraço
Sabe, quando eu decidi fazer jornalismo, escutei coisas do tipo "faz Direito, sei lá Enfermagem, algo que dê dinheiro". Não que Direito, Enfermagem, ou qualquer outro curso seja pior e muito menos melhor do que o que eu escolhi, que fique claro que eu respeito e acredito que todas as áreas de formação e conhecimento são importantes.. Enfim, escolhi! Mesmo que o tais ministros do STF ACHEM, sim, pq é mero achismo para mim, dizer que não há necessidade de diploma para exercer o jornalismo, eu defendo sim o diploma para exercer a profissão. Mesmo que nossa classe não tenha tantos motivos para comemorar, nós somos apaixonados pelo que fazemos, pq haja paixão e coração, rss, senão já tínhamos desistidos! Sou Jornalista e com muito orgulho (e também com muita insônia, café, sufoco e desespero)...
Às amigas, aos amigos e aos colegas jornalistas - AQUELE ABRAÇO...
Às amigas, aos amigos e aos colegas jornalistas - AQUELE ABRAÇO...
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Então são 26%...
O IPEA divulgou nesta sexta-feira, 04, uma errata pedindo desculpas por um erro quanto aos resultados da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”. Não é 65% dos entrevistados que concordam que "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", mas 26%, segundo a Pesquisa.
Para mim, enquanto QUALQUER pessoa continuar pensando isso, UMA PESSOA que seja, eu vou continuar preocupada.
No entanto, outro dado da pesquisa continua o mesmo, 58,5% continuam achando que se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros.
A luta continua, é longa e é todo dia.
Leia errata do IPEA
segunda-feira, 31 de março de 2014
Mulher, a culpa não é sua!
O resultado do estudo realizado pelo IPEA -(Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada, no período de maio a junho de 2013, divulgado em 27
de março de 2014, revela que a maioria dos brasileiros acredita que
"mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" e
que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.
Infelizmente, essa é uma realidade que não é nova para mim e para muitas
mulheres. Nós já sabíamos, afinal, vivenciamos isso todos os dias. De vítimas
somos rotuladas como culpadas.
Já perdi as contas de quantas vezes eu troquei de roupa
antes de sair de casa com medo de ser atacada na rua. Afinal, me fizeram
acreditar a vida toda que a culpa desses e de vários absurdos do mundo era das
mulheres. E muitas mulheres acreditam
nisso, ainda e infelizmente, pois de acordo com a pesquisa do IPEA, das 3.810
pessoas entrevistadas para pesquisa
divulgada em março de 2014, as mulheres representaram 66,5% dos entrevistados.
Quantas vezes deixamos de sair de casa, mesmo com roupas
“comportadas”, porque não era hora de “ficar dando mole na rua”, como já me
disseram por ai. “Mas também, a menina fica dando mole na rua altas horas da
noite”. E quanto aos estupros que
acontecem à luz do dia ou dentro de casa?
Somos culpadas!? Somos culpadas dos homens não conseguirem
“controlar” seus “instintos” masculinos? A culpa é da nossa roupa? E as
crianças? Também têm culpa? As roupas delas provocam os tais “instintos
masculinos”? Já ouvi as desculpas mais toscas vindas de estupradores.
Mas como diz um amigo meu "você precisa de dados",
pronto, ai estão alguns desses dados. Sim, o Brasil é um país machista! E para
você que me diz que o machismo não existe, que ele foi superado e etc tal, que
o feminismo, por exemplo, é algo desnecessário, eis alguns dados:
De acordo com o IPEA, 65% dos entrevistados concordaram que
a mulher que usa roupa que mostra o corpo merece ser atacada — 42,7%
concordaram totalmente, e 22,4%, parcialmente. Em relação à frase “se as mulheres soubessem como se
comportar, haveria menos estupros”, 35,3% disseram estar totalmente de acordo e
23,2% afirmaram concordar parcialmente.
Em outra pesquisa, divulgada em 2013 pelo IPEA, mostra que o
Brasil registrou, entre os anos de 2009 e 2011, 16,9 mil feminicídios. Sabe o
que é feminicídio? Pois sim, mortes de mulheres decorrentes de conflito de
gênero, crimes geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas. O
Espírito Santo é o estado com maior taxa de feminicídios, com 11,24 para cada
100 mil mulheres. No Tocantins, são 6,75 para cada 100 mil.
De acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídios e
Juventude no Brasil, divulgado em julho de 2013, de 2001 a 2011, o índice de mulheres jovens
assassinadas foi superior ao do restante da população feminina. Em 2011, a taxa
de homicídios entre mulheres com idades entre 15 e 24 anos foi de 7,1 mortes
para cada 100 mil, enquanto a média para as não jovens foi de 4,1.
Eis os dados. Alguns deles! Mas, enquanto ainda predomina a
cultura do fiu-fiu e buzinas que nos fazem perder no mínimo uma unha do pé a
cada susto que levamos, nós, mulheres, estamos morrendo, sendo violentadas e
humilhadas todos os dias. E apesar de muita gente saber disso, a maioria
prefere ignorar.
E, sobre o estupro, sim, ele é crime! É crime hediondo e as
penas estão previstas na Lei 12.015 de 2009.
Logo, a culpa não é minha, a culpa não é sua, a culpa não é
nossa! Não merecemos ser estupradas. PONTO
Por Rose Dayanne Santana
(Com Informações do IPEA, Pragmatismo Político e Mapa da Violência 2013)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
UFT realiza seminário de diversidade cultural e de gênero em Gurupi
Promover a interação entre a comunidade universitária e proporcionar o debate sobre a diversidade cultural e de gênero. Este é o objetivo principal do I Seminário de Diversidade Cultural e de Gênero, que acontece os dias 2 a 4 de dezembro, no campus da UFT de Gurupi.
Com uma programação voltada para temática cultural e de gênero, o Seminário conta com a realização de palestras, rodas de conversa, oficinas, intervenções artísticas e é organizado pelo Diretório Acadêmico do Campus da UFT de Gurupi e pelo Coletivo Feminista de Gurupi, com o apoio da Defensoria Pública do Estado do Tocantins e do Instituto de Pesquisa, Direito e Movimento Social – IPDMS.
A abertura do evento acontece na segunda-feira, 2, às 20 horas, juntamente com a Semana Acadêmica Integrada do Campus que segue até o dia 07 de dezembro.
Na quarta-feira, às 14 horas, o público participa da mesa de debate “Divisão sexual da ciência, tecnologia e trabalho”, mediada pela professora da UFT, Dra.Cynthia Mara Miranda, e que tem como palestrante a assistente social da Eletrobras Eletronorte, Anabelle Carrilho, pesquisadora da área de gênero e trabalho.
“O foco desta discussão é discutir sobre os fatores que levam à natural separação entre cursos para homens e cursos para mulheres e área de trabalho feminina e masculina. Mesmo com a crescente inserção das mulheres nesse campo, pode-se dizer que a lógica de fazer ciência ainda está pautada em valores masculinizados”, explicou Anabelle Carrilho.
Programação
No dia 03, a programação é focada na diversidade cultural. A partir das 9h, acontecem oficinas de teatro, fotografia de rua com celular e filtro dos sonhos, ministradas por estudantes do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Centro Universitário UnirG e da Universidade Federal do Tocantins (UFT), respectivamente. Ás 14h, será realizada uma mesa sobre “Cultura Afrobrasileira e Indígena no Tocantins: Recortes da Atualidade”, com professor e pesquisador Claudemir Onasayo, do Curso de Artes Cênicas do IFTO. A mesa será mediada pela jornalista Rose Dayanne Santana, da Defensoria Pública em Gurupi.
Já no dia 04, a temática é diversidade de gênero. Às 9h, representantes de coletivos e movimentos feministas do Tocantins farão uma Roda de Conversa, com o tema “Feminismo para quê?”. A proposta é promover um espaço de trocas de experiências e vivências no movimento feminista e suas lutas. Às 11h, será realizado o lançamento do Livro: “Privação de liberdade ou atentado à dignidade: escravidão contemporânea”, com a professora Shirley Andrade (UFT) e Paulo Henrique Mattos (UNIRG).
Inscrição
As inscrições podem devem ser realizadas na sede do Diretório Acadêmico da UFT de Gurupi ou pela internet por meio do link https://docs.google.com/forms/ d/1InWb8cApTFJ0T-4u2yTaUMZW_ 0nY5a6bNBtSODxGxX4/viewform
As oficinas têm vagas limitadas e a carga horária total do Seminário é de 20 horas.
Confira Programação Completa
Data
|
Atividade
|
Horário
|
02/12/2013
|
Credenciamento
|
8:00 as 20:00
|
Abertura
|
20:00
| |
03/12/2013
|
Credenciamento
|
8:00
|
Apresentação Cultural
|
9:00
| |
Oficinas:
Teatro – Cleomar Vieira e Roberto Carlos - IFTO
Fotografia – Junior Suzuki- UNIRG
Filtros dos Sonhos – Leovigildo Santos - UFT
Exposição das peças confeccionadas nas Oficinas
|
9:30
11:30
| |
Intervalo
|
12:00
| |
Intervenção Artística
|
14:00
| |
Mesa: Cultura Afrobrasileira e Indígena no Tocantins: Recortes da Atualidade
Palestrante: Claudemir Onasayo – Mestre em Educação e professor do Curso de Artes Cênicas IFTO
Mediadora: Rose Dayanne Santana – Jornalista, assessora de comunicação da Defensoria Pública em Gurupi e membro do Instituto de Pesquisa, Direito e Movimento Social
Debatedores:
Zenaide Dias – Secretária Municipal de Cultura - Gurupi
Debatedores: Chico Chocolate – ex-secretário de Cultura de Gurupi e Artista Tocantinense
André Luiz – Assessor da Secretaria Estadual de Defesa Social
Nelito Ataíde Júnior – Coordenador do Curso de Arte Cênica do IFTO
Debate
|
14:30
16:00
| |
Encerramento
|
17:00
| |
04/12/2013
|
Apresentação Cultural
|
8h30
|
Mística – Mulher Boneca (Grupo Feminista Dina Guerrilheira)
Roda de Conversa – Feminismo para quê?
Coletivo Feminista de Gurupi
Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais – IPDMS
Grupo Feminista Dina Guerrilheira
Marcha Mundial de Mulheres
Lançamento do Livro: “Privação de liberdade ou atentado à dignidade: escravidão contemporânea”, com a professora Shirley Andrade (UFT) e Paulo Henrique Mattos (UNIRG)
|
9:00
9:30
11h30
| |
Intervalo
|
12:00
| |
Apresentação Cultural – Roda de Capoeira
|
14:00
| |
Palestra: Divisão sexual da ciência, tecnologia e trabalho
Palestrante: Anabelle Carrilho – Assistente Social da Eletrobras Eletronorte
Mediadora: Cynthia Mara Miranda – Doutora em Ciências Sociais pela UNB e professora da UFT
Debatedoras:
Shirley Andrade – Mestre em Direito e professora da UFT
Patrícia Mechi – Doutora História e Professora da UFT
GleysIally Ramos dos Santos - Geógrafa - Doutora em Geografia– Porto Nacional
Debate
|
14:30
16:00
| |
Encerramento (apresentação cultural)
|
18:00
|
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Gurupi recebe edição itinerante do FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental
O município
de Gurupi recebe nos dias 26, 27 e 28 de novembro a edição itinerante do FICA -
Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental da Cidade de Goiás – GO. O
FICA, que combina história, cultura, meio ambiente e cidadania, é considerado o
maior do Brasil com a temática meio ambiente.
O evento é
promovido em Gurupi pelo Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, CEM - Centro de Ensino Médio de Gurupi, Coletivo
Feminista de Gurupi e Movimento Cultural JAÊ,
por meio de uma parceria com Governo de Goiás e Secretaria de Cultura do Estado
de Goiás (realizadores do Festival).
Além de
participar de oficinas e workshops, a comunidade gurupiense poderá assistir, em
sessões gratuitas, alguns filmes vencedores da última edição do Festival, que
aconteceu entre os dias 02 e 07 de julho deste ano, na Cidade de Goiás.
Oficinas
A
programação do FICA Itinerante em Gurupi conta com a realização de uma oficina
e um workshop. “A oficina e o workshop trarão aos estudantes e artistas de
Gurupi novas técnicas e caminhos para produção audiovisual, contribuindo para
que a cidade possa entrar no circuito cinematográfico brasileiro”, destacou um
dos organizadores e professor do IFTO, Pablo Marquinhos.
A oficina
de Produção de Vídeos com Celular, ministrada pelo produtor cultural Daniel
Santos, da ONG Casa da Árvore, de Palmas, acontece nos dias 26 e 27 de
novembro, das 14h às 18h, no CEM Gurupi. A atividade é direcionada aos
estudantes do Centro de Ensino Médio de Gurupi e da Escola Estadual de Tempo
Integral Costa e Silva.
Já o
Workshop sobre Produção Audiovisual, ministrado pelo produtor audiovisual da
Secretaria de Estado de Cultura de Goiás, Eudaldo Guimarães, acontece no dia
28, das 14h às 18h, no IFTO.
As informações
para as inscrições estarão disponíveis no site do IFTO Gurupi, no endereço http://gurupi.ifto.edu.br/site/
Filmes
Os filmes
serão exibidos no auditório do IFTO, nos dias 27 e 28, a partir das 19h, com
sessões gratuitas e abertas a toda comunidade. Foram selecionados dez filmes,
vencedores da última edição do Festival, que aconteceu entre os dias 02 e 07 de
julho deste ano, na Cidade de Goiás. Entre eles, o documentário “Dona Romana e
o Grande Eixo da Terra”, de Paulo Resende, que narra a história da líder
espiritual da região da Serra de Natividade, Tocantins, Romana Pereira da
Silva, ou simplesmente Dona Romana.
Confira a programação dos filmes
27/11/2013
19h –
Mostra itinerante – LOCAL: IFTO
A GALINHA
QUE BURLOU O SISTEMA - Brasil – Ficção
A ONDA TRAZ,
O VENTO LEVA - Brasil - Documentário
DESTIMAÇÃO
- Brasil - Animação
DONA ROMANA
E O GRANDE EIXO DA TERRA - Brasil - Documentário
LINEAR –
Brasil - Animação
SANÃ -
Brasil - Documentário
ORTOBELLO.
PRIMO CONCORSO DI BELLEZZA PER ORTI – Itália - Documentário
WIND OF
CHANGE – Noruega - Documentário
28/11/2013
19h –
Mostra itinerante – LOCAL: IFTO
BICHOS- A
FLORESTA É NOSSA – Brasil - Animação
ZEVEL TOV –
Israel - Documentário
Por Rose Dayanne Santana
Jornalista
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Coordenador nacional do MST discute reforma política em Encontro Regional do IPDMS
O coordenador nacional do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e da Via Campesina, João Pedro Stédile, ministrará uma palestra sobre "Reforma Política: Uma Luta Necessária", durante o o I Encontro Regional Norte do IPDMS, que acontece no auditório do bloco III da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas, na quarta-feira, 13, às 19 horas.
O evento, que segue até o dia 14, é realizado pelo IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais, Seção Tocantins, e tem como objetivo reunir militantes de movimentos sociais e pesquisadores para aprimorar os espaços de formação e a socialização de conhecimento.
Na quinta-feira, 14, às 8 horas, o Encontro do IPDMS continua com a apresentação de trabalhos acadêmicos e finaliza com a criação de uma rede de pesquisadores como forma de trocar experiências e aprimorar o desenvolvimento de pesquisas.
“Acreditamos que este Encontro contribuirá para o aprimoramento e a socialização de pesquisas e ações voltadas para a construção de uma sociedade mais justa, plural e igualitária, a partir das demandas e vivências dos Movimentos Sociais”, destaca uma das articuladoras do IPDMS no Tocantins, a professora do curso de Direito da UFT, Shirley Andrade.
Para mais informações sobre o Encontro os interessados devem acessar a página eletrônica: www. ipdmstocantins.blogspot.com
Plebiscito Popular
O MST e mais 70 organizações que compõem a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, aprovaram, durante Plenária dos Movimentos Sociais realizada no mês de setembro, em São Paulo, a realização de um Plebiscito Popular que convoca o povo brasileiro para opinar sobre a necessidade de uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o sistema político brasileiro. O Plebiscito será lançado em Brasília no dia 15 de novembro e o seu desfecho será em 2014, com a coleta de votos durante a Semana da Pátria.
IPDMS
O IPDMS é uma entidade nacional que se organiza de forma regional, por meio de seções estaduais e constitui-se em um espaço de apoio, articulação, organização e pesquisa com os movimentos sociais com o objetivo de contribuir e potencializar as assessorias populares: a jurídica, a política e a de formação. No Tocantins, a articulação existe desde agosto de 2012.
Programação
1º dia - 13/11/2013 – quarta-feira
19h - Credenciamento
19h às 19h30 – Mística e Mesa de Abertura
20h – Palestra: Reforma Política: uma luta necessária, com João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
2º dia - 14/11/2013 – quinta-feira
08h às 12h – Apresentação de pesquisas e projetos
12h às 14h – Almoço
14h às 17h – Construção do Curso de Realidade Brasileira (CRB)
Por Flávia Quirino e Rose Dayanne
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Lei Maria da Penha completa 7 anos
A Lei nº 11.340/2006, mais conhecida como ‘Lei Maria da Penha’, completa hoje 7 anos. Uma conquista, com certeza, mas que não tem sido suficiente para prevenir, dar assistência e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, e penalizar os agressores/criminosos.
A sensação que temos é que os casos de violência só aumentam! Sim, eles só aumentam. Talvez porque as mulheres estejam denunciando mais, ou porque simplesmente o machismo impera cada vez mais. É assustador! Vivemos assustadas.
De acordo com OMS, cerca de 70% das vítimas de assassinato, do sexo feminino, foram mortas por seus parceiros. Há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e a cada 2 horas 1 mulher é assassinada. Morrendo em silêncio, sem denunciar.
No texto "7 anos de Lei Maria da Penha. O que mudou?", de Janethe Fontes, disponível no link http://blogueirasfeministas.com/2013/08/7-anos-de-lei-maria-da-penha-o-que-mudou/ , a autora apresenta alarmantes sobre a violência contra a mulher no Brasil e clama a sociedade a exigir que a "Leia Maria da Penha saia integralmente do papel e de fato proteja as mulheres".

A sensação que temos é que os casos de violência só aumentam! Sim, eles só aumentam. Talvez porque as mulheres estejam denunciando mais, ou porque simplesmente o machismo impera cada vez mais. É assustador! Vivemos assustadas.
De acordo com OMS, cerca de 70% das vítimas de assassinato, do sexo feminino, foram mortas por seus parceiros. Há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e a cada 2 horas 1 mulher é assassinada. Morrendo em silêncio, sem denunciar.
No texto "7 anos de Lei Maria da Penha. O que mudou?", de Janethe Fontes, disponível no link http://blogueirasfeministas.com/2013/08/7-anos-de-lei-maria-da-penha-o-que-mudou/ , a autora apresenta alarmantes sobre a violência contra a mulher no Brasil e clama a sociedade a exigir que a "Leia Maria da Penha saia integralmente do papel e de fato proteja as mulheres".
7 anos de Lei Maria da Penha. O que mudou?
Quero abrir o tópico explicando o que é violência contra a mulher:
Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres…” Referência: http://mariapenha.blogspot.com.br/
A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como ‘Lei Maria da Penha’, que está completando sete anos, foi uma conquista para as mulheres, já que surgiu como forma de prevenir e também de dar assistência e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, assim como penalizar aqueles que cometem tal crime.
Mas, por que temos a sensação que os casos de violência contra a mulher estão aumentando?
Ato do movimento de mulheres em Porto Alegre. Foto de Cintia Barenho no Flickr em CC, alguns direitos reservados.
Segundo alguns pesquisadores, o aumentou se deu porque um número cada vez maior de mulheres está se encorajando a denunciar casos de agressão. Mas será que é só isso?
Um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato, do sexo feminino, foram mortas por seus parceiros. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e a cada 2 horas 1 mulher é assassinada.
Ainda segundo apontamentos, há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos. E, conforme o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, que desenvolveu um Mapa de Violência, detalhando os crescentes índices de mulheres assassinadas em todo o Brasil, na divisão por estado, o Espírito Santo detém o 1º lugar no ranking dos 10 estados com os maiores números de homicídios. Veja abaixo:
Outra pesquisa, desta vez realizada pelo DATASENADO/03/2013 (.pdf), informa que muitas vítimas não denunciam os companheiros à polícia por prever que eles não serão punidos. E, infelizmente, fica difícil convencer que a punição realmente acontece quando se vê tantos casos provando justamente o contrário. Ainda assim, a única forma possível de minimizar a violência é denunciando. Até porque a Lei Maria da Penha é bastante eficiente, as falhas estão no cumprimento, já que, lamentavelmente, entre o que se encontra na lei e o que vemos na prática, ainda existe uma distância espantosa. Juízes machistas dão causa ao homem agressor e as medidas de proteção (como proibição de aproximação da vítima e seus familiares), muitas vezes, demoram a ser despachadas — e, quando são, nem sempre são cumpridas. Daí, fica realmente muito difícil. A sociedade tem de exigir que a Lei Maria da Penha saia integralmente do papel e de fato proteja as mulheres.
Alguns elementos como álcool, drogas e ciúme também são apontados como desencadeadores da violência contra a mulher, mas o fato é que em nossa sociedade, e em vários outros países do mundo, a supervalorização do “homem”, em contraste com a desvalorização da “mulher”, que se reflete na forma de educar as crianças, ainda é, também, um dos fatores perpetuadores desse tipo violência. Afinal, a violência contra a mulher é uma prática que está intimamente ligada à cultura machista. Por isso, para mudar esse panorama e diminuir as desigualdades, é preciso investir em mudanças na educação de nossas crianças, de nossos jovens, enfim, de nossa sociedade. E isso tem de ser feito em casa e também nas escolas. Aliás, a escola, o educador, tem papel fundamental na formação da cidadania; portanto, não pode se omitir aos debates, às reflexões sobre esse tipo de assunto. Ao contrário disso!
Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.
Há necessidade também de aumentar e melhorar as delegacias especializadas em atendimento às vítimas de violência de gênero, sejam elas crianças, mulheres adultas, homossexuais, etc, tendo em vista que mais de 30% das vítimas de violência consideraram o atendimento das DM’s ruim ou péssimo, segundo pesquisas recentes.
Nenhuma mulher gosta de apanhar. O que acontece é que algumas mulheres ficam tão fragilizadas, com a autoestima tão baixa que não conseguem reagir. Mulheres que ficam com tanto medo de seus parceiros ou são tão dependentes financeiramente que não conseguem ir embora! [Autor desconhecido]
—–
Janethe Fontes é escritora e tem, atualmente, 3 livros publicados: Vítimas do Silêncio, Sentimento Fatal e Doce Perseguição. Seu 4º livro, O Voo da Fênix, será lançado ainda neste ano. Escreve nos blogs Janethe Fontes e Palavreando.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Defensoria intervém para ligação de energia elétrica em Comunidade Quilombola de Almas
A Comunidade Quilombola de Poço Dantas, localizada no município de Almas, vive às escuras. Nenhuma das 30 famílias que reside na Comunidade possui energia elétrica em casa.
Segundo relatos dos moradores, na falta da energia elétrica, eles
ainda utilizam a velha candeia a óleo diesel e os antigos métodos de
conservação de alimentos. “Se a gente tivesse uma geladeira podia
guardar carne, uma verdura. Para conservar a carne a gente coloca no sol
para secar com sal e compra sempre pouco para não perder. Já está pra
fazer cinco anos que demos entrada nesse processo na Celtins e nada até
hoje”, desabafou a vice-presidente da Associação da Comunidade
Quilombola de Poço Dantas, Antônia Crisostomo Valadares, 48 anos.Após intervenção da Defensoria Pública, durante Audiência Pública realizada com representantes de cinco comunidades quilombolas da Região Sudeste do Estado, no dia 26 de abril, a empresa Celtins, responsável pela distribuição de energia no Estado, informou que realizará visitas técnicas para mapeamento das residências sem energia, nesta sexta-feira, 10, na Comunidade Quilombola Baião, localizada também em Almas, onde a maioria não possui o serviço; e na segunda-feira, 13, na Comunidade Quilombola Poço Dantas, onde nenhuma casa tem energia elétrica.
“Durante essas visitas será feito um mapeamento das residências que não tem energia elétrica, com o cadastramento de cada família. Depois do mapeamento, a Coordenação da Celtins em Dianópolis repassará as informações ao Departamento responsável pelo Programa Luz para Todos, em Palmas. Após a visita técnica, as famílias deverão procurar os escritórios da Celtins, em Dianópolis ou Almas, para fazer o cadastro no Programa e gerar o número de protocolo. Com este número, iremos acompanhar e cobrar a resolução do problema” explicou o diretor do Núcleo Regional de Dianópolis e coordenador do Núcleo da Defensoria Agrária, Hud Ribeiro Silva.
Durante a Audiência Pública, o representante da Celtins, Maurício Santos Zanina, Gerente Regional de Gurupi, informou que a prioridade do Programa Luz para Todos é o atendimento a todas as comunidades rurais, mas segundo ele, o contrato vigente no Estado para a realização do Programa expirou e o mesmo está em fase de negociação entre a Celtins e a Eletrobras, empresa pública responsável pelo Programa. “Sobre os locais que já existem energia e algumas casas não foram atendidas é mais fácil de solucionar, pois já existe a rede; quando há a necessidade de um novo empreendimento precisa fazer geo-referenciamento, com o mapeamento desses novos consumidores e ter o recurso para executar”.
Luz para Todos
O Programa Luz para Todos do Governo Federal foi lançado em novembro de 2003, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia - MME, e tem o objetivo de levar energia elétrica à população do meio rural que não tem acesso ao serviço. De acordo com o Decreto nº 7.520/201, a meta MME é levar energia elétrica até 2014 a todos os brasileiros que residem no campo. Segundo o mesmo Decreto, as comunidades quilombolas são prioritárias para a oferta da energia elétrica, garantindo inclusive que em comunidades de difícil acesso devem ser construídos os meios do acesso à energia elétrica com diferentes tecnologias.
De acordo com os dados apresentados pelo Programa Brasil Quilombola, divulgado em julho de 2012, até abril desse mesmo ano, o Programa Luz para Todos alcançou o montante de 25.602 domicílios em comunidades quilombolas de todo o país.
Autora: Rose Dayanne Santana
sexta-feira, 10 de maio de 2013
No Brasil, 75% dos quilombolas vivem na extrema pobreza
De acordo com a reportagem postada a seguir, apenas 207 de
2.197 comunidades quilombolas reconhecidas detêm a posse da terra, o que
dificulta o acesso a políticas públicas de incentivo à agricultura
familiar, por exemplo. A Regularização Fundiária, entre tantas
demandas, talvez seja o que mais desejam os povos remanescentes dos
quilombos. Eles temem ser expulsos de suas terras ou ficar ali
espremidos pelas cercas do latifúndio, como está a maioria das
Comunidades hoje. A terra em que estão é uma herança da luta dos seus
ancestrais! Direito! O que acontece, de uma forma geral, é que faltam
políticas públicas que de fato garantam a permanência desses povos em
seus territórios, com um mínimo de dignidade.
No Brasil, 75% dos quilombolas vivem na extrema pobreza
Apenas 207 de 2.197 comunidades reconhecidas detêm a
posse da terra, o que dificulta o acesso a políticas públicas de
incentivo à agricultura familiar
08/05/2013
Sarah Fernandes,
Relatório
divulgado pelo governo federal reforça a visão de que faltam muitos
passos para consolidar os direitos básicos das comunidades quilombolas.
Das 80 mil famílias quilombolas do Cadastro Único, a base de dados para
programas sociais, 74,73% ainda viviam em situação de extrema pobreza em
janeiro desde ano, segundo o estudo do programa Brasil Quilombola,
lançado na segunda-feira (6) pela Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (Seppir). Entre cadastrados ou não, eles somam 1,17
milhões de pessoas e 214 mil famílias.
Um dos
principais motivos para a manutenção dos quilombolas na pobreza é a
dificuldade de acesso a programas de incentivo à agricultura familiar,
devido à falta do título da terra, que garante a posse das famílias.
Segundo o relatório, das 2.197 comunidades reconhecidas oficialmente,
apenas 207 são tituladas. Apesar das dificuldades, 82,2% viviam da
agricultura familiar no começo deste ano.
“O
perfil dos quilombolas é de agricultores, extrativistas ou pescadores
artesanais, mas eles têm uma limitação de acesso à terra e não conseguem
ser inscritos na Declaração de Aptidão do Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que dá acesso a
políticas públicas”, explica a coordenadora de Políticas para
Comunidades Tradicionais da Seppir, Barbara Oliveira.
A
estratégia para reverter o quadro será, segundo a coordenadora,
transferir a responsabilidade de incluir os quilombolas na Declaração de
Aptidão do Pronaf para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) até o final desse ano. O órgão também deverá ajudar a
acelerar a titulação das terras, feitas em geral pelo próprio órgão ou
por governos municipais e estaduais. “A partir daí eles receberão
assistência técnica rural e sua produção será certificada com o selo
Quilombolas do Brasil, que agrega valor ao produto”, conta Barbara. “O
objetivo é fortalecer a produção”.
Serviços
Os
quilombolas têm menos acesso aos serviços básicos, como saneamento e
energia elétrica, que o restante da população, segundo o relatório:
48,7% deles vivem em casas com piso de terra batida, 55,21% não têm água
encanada, 33,06% não têm banheiro e 15,07% possui esgoto a céu aberto.
Ao todo, 79,29% têm energia elétrica.
Um dos
dados que mais chama a atenção, de acordo com Barbara, é a o alto índice
de analfabetos: 24,81% deles não sabem ler. A taxa de analfabetismo no
país é de 9,1%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio
(PNAD). “Apesar de termos conquistado uma série de programas para
educação quilombola, que garantem orçamento, capacitação de professores,
material didático e equipamentos, há ainda um desafio muito grande para
oferecer Educação de Jovens e Adultos e para ultrapassar a educação
além do ensino fundamental, garantindo inclusive acesso ao ensino médio e
à universidade”, afirma.
Foto: Reprodução
Assinar:
Postagens (Atom)





